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Memória institucional · 1960—2022

Uma história de estudo, educação e serviço

A trajetória da Comunhão Espírita Cristã de Curitiba e da Escola Sebastião Paraná nasceu do encontro entre espiritualidade, formação humana e cuidado com a comunidade.

Grupo de integrantes da CECC reunido ao ar livre no início da trajetória da instituição
Integrantes do grupo que participou do período inicial da CECC. Acervo comemorativo dos 60 anos.

1960

As origens: estudo, prece e fraternidade

O núcleo que daria origem à CECC começou a se formar em 1960. Aos sábados à noite, estudantes universitários espíritas reuniam-se para estudo e prece na residência de dona Nêne, mãe de Jacob Holzmann Netto, em Curitiba.

As reuniões não se limitavam ao estudo. O desejo de compreender a Doutrina Espírita caminhava junto com a intenção de colocá-la em prática nas relações humanas e no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Dois registros históricos de atividades com famílias e crianças na Vila Parolin
Atividades do grupo com moradores da Vila Parolin, no início da década de 1960. Acervo comemorativo dos 60 anos.

Na Vila Parolin, especialmente nas áreas próximas ao Rio Belém e à antiga estrada de ferro, o grupo distribuía donativos e, com autorização das famílias, realizava o culto do Evangelho no lar. As crianças participavam de brincadeiras ao ar livre e recebiam orientações básicas de higiene. O acervo também registra a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos e o apoio moral fundamentado na Doutrina Espírita.

1962

A fundação da CECC

Em 1962, Jacob Holzmann Netto apresentou a ideia de fundar uma associação de caráter fundamentalmente kardecista, dedicada à divulgação da Doutrina Espírita pelo ensino e à aplicação de seus princípios nas relações humanas. Segundo a memória institucional, durante uma visita a Uberaba, Francisco Cândido Xavier apoiou e incentivou a iniciativa.

O movimento foi formalizado em 3 de abril de 1962, com a elaboração e a aprovação dos Estatutos Sociais na residência de Adelaide Stresser Schleder. Nascia oficialmente a Comunhão Espírita Cristã de Curitiba, após dois anos de convivência, estudo, prece e assistência às famílias da Vila Parolin.

Registros da construção e da inauguração do primeiro bloco da sede da CECC em 1967
Construção e inauguração do primeiro bloco da sede, em 1967. Acervo comemorativo dos 60 anos.

A partir de 1967

Serviço à comunidade

Com a expansão da sede, a CECC organizou suas frentes doutrinária, social e educacional. O Departamento Doutrinário passou a concentrar estudos, reuniões, passes e atendimento fraterno. A Casa Azul Dona Olinda deu continuidade à distribuição de sopa e cestas às famílias assistidas.

O Clube de Mães, as oficinas e o grupo de artesanato criaram espaços de convivência, aprendizagem e apoio. Enxovais para recém-nascidos, chinelos e outros artigos eram destinados a famílias e maternidades ou a bazares beneficentes, sustentados pelo trabalho de muitas gerações de voluntários.

Desde 1967

Escola Sebastião Paraná

A Escola Sebastião Paraná iniciou suas atividades em 1967 e tornou-se uma das realizações mais duradouras da CECC. Seu nome homenageia Sebastião Paraná, educador paranaense ligado à história do movimento espírita no estado e à Federação Espírita do Paraná.

Desde os primeiros anos, a proposta educacional buscou associar formação acadêmica, desenvolvimento humano e valores éticos. O acervo registra o uso do método Maria Montessori nas atividades iniciais e preserva fotografias das primeiras equipes e da ampliação da estrutura escolar.

Primeira equipe da Escola Sebastião Paraná reunida diante da instituição
Primeira equipe da ESP; o registro identifica Jacob Holzmann Netto e Dionéia, diretora. Acervo dos 60 anos.
Cerimônia de inauguração da cancha da Escola Sebastião Paraná
Maria Thereza Wille Barthke durante a inauguração da cancha da escola. Acervo dos 60 anos.

Ao longo do tempo, a ESP passou a oferecer Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II, com ensino regular e atividades de contraturno. A escola acolheu sucessivas gerações de estudantes, famílias, educadores e colaboradores, dando continuidade à missão educacional da CECC.

Uma obra coletiva

Continuidade e novas frentes

Em 1981, a atuação com a primeira infância foi ampliada com a criação da Creche Tia Scheilla. Em 1987, a inauguração do Nosso Lar — Comunidade do Idoso, em Almirante Tamandaré, transformou o ideal de fraternidade em uma estrutura permanente de acolhimento e cuidado na velhice.

Outras iniciativas deram continuidade a esse compromisso: o Projeto Força Fraterna, criado em 2015 como grupo de convivência para pessoas idosas; a Comunicação Social Espírita, estruturada em 2018; e a Livraria Chico Xavier e a Biblioteca Emmanuel, dedicadas ao acesso ao livro e ao estudo.

Uma trajetória construída por conselheiros, diretores, educadores, profissionais, voluntários, frequentadores, famílias, doadores e amigos.

Marcos históricos

Linha do tempo

  1. Início das reuniões de estudantes universitários espíritas e do atendimento fraterno na Vila Parolin.

  2. Fundação formal da Comunhão Espírita Cristã de Curitiba e aprovação de seus Estatutos Sociais.

  3. Inauguração do primeiro bloco, organização das frentes doutrinária e social e início da Escola Sebastião Paraná.

  4. Criação da Creche Tia Scheilla.

  5. Inauguração do Nosso Lar — Comunidade do Idoso, em Almirante Tamandaré.

  6. Implantação da Comunhão Espírita Cristã de Itapoá, com a participação de Nadil Furlan.

  7. Criação do Projeto Força Fraterna, grupo de convivência para pessoas idosas.

  8. Estruturação da área de Comunicação Social Espírita.

  9. Celebração dos 60 anos da CECC.

Fontes e critérios editoriais

Texto preparado em julho de 2026 a partir do documento institucional Comunhão Espírita Cristã de Curitiba — 60 anos de fundação e, como fonte complementar, de uma transcrição preliminar do vídeo Comunhão Espírita Cristã de Curitiba — 49 anos de fundação.

Informações que podem ter mudado, como composição administrativa, capacidades de atendimento, endereços e contatos, não são apresentadas como dados atuais. A publicação definitiva depende de validação institucional.